Não há estrelas neste céu opaco
em que as nuvens densas cerram todo
o horizonte.
Os melros não revolteiam pelos jardins,
nos seus trinados breves
e os pirilampos há muito
não acendem as suas asas
pelos campos.
De quando em quando, pia
a coruja que habita o campanário
da igreja
e pela janela do quarto
vejo a minha alma casar-se
com os ciprestes do cemitério.
E é só quando sopro a vela
na mesinha,
que sinto a tua figura encher completamente
o espaço em meu redor.
Tu, dormindo, não dás por nada.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
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