Arde, à noite, o linho
rendado dos teus lençóis.
O espaldar de mogno
do leito pesado.
Sobe, em labaredas,
o sonho de breu
do teu sono convulsivo.
E o vulto,
lambido pelas chamas
desta solidão.
domingo, 22 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Não Ser, de D. H. Lawrence.
As estrelas que se fecham e abrem
Caem na superfície do meu peito
Como estrelas num charco.
O vento suave a soprar fresco
Lança pequenas cristas uma a uma
De ondas sobre o meu peito.
E as ervas escuras sob os meus pés
Parecem flutuar em mim
Como ervas num riacho.
Oh ! como é bom
Ser essas coisas todas
Já não ser eu.
É que, vê bem,
De mim sinto o cansaço.
D.H.Lawrence, Gencianas Bávaras E Outros Poemas, Versão de João Almeida Flor, Regra do Jogo, Lisboa, 1983, p.37.
Caem na superfície do meu peito
Como estrelas num charco.
O vento suave a soprar fresco
Lança pequenas cristas uma a uma
De ondas sobre o meu peito.
E as ervas escuras sob os meus pés
Parecem flutuar em mim
Como ervas num riacho.
Oh ! como é bom
Ser essas coisas todas
Já não ser eu.
É que, vê bem,
De mim sinto o cansaço.
D.H.Lawrence, Gencianas Bávaras E Outros Poemas, Versão de João Almeida Flor, Regra do Jogo, Lisboa, 1983, p.37.
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