Marítimos
*
Uma toalha de mar
para enxugar-te
o olhar.
*
José Augusto Seabra, id, ibidem, p.35
quinta-feira, 28 de junho de 2012
O Famoso Caderno. José Augusto Seabra.
Políptico da alma
" Na alma uma só ferida
faz na vida mil sinais "
( Camões )
II
Recomeçar apenas,
emergir-me
à superfície calma.
Silenciar
este esforço de dentro:
debruçar-me
para fora da alma.
José Augusto Seabra, Os sinais e a Origem, Portugália Editora, Outubro de 1967, p.55.
" Na alma uma só ferida
faz na vida mil sinais "
( Camões )
II
Recomeçar apenas,
emergir-me
à superfície calma.
Silenciar
este esforço de dentro:
debruçar-me
para fora da alma.
José Augusto Seabra, Os sinais e a Origem, Portugália Editora, Outubro de 1967, p.55.
O Famoso Caderno. Fátima Maldonado.
Decadência
Indecente a palavra
cerrou a emoção,
em muitas vidas
aprende-se tão pouco.
No fim são quatro pérolas
numa taça de vidro.
Fátima Maldonado, Cadeias de Transmissão, Frenesi, Dezembro 1998, p.212.
Indecente a palavra
cerrou a emoção,
em muitas vidas
aprende-se tão pouco.
No fim são quatro pérolas
numa taça de vidro.
Fátima Maldonado, Cadeias de Transmissão, Frenesi, Dezembro 1998, p.212.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
O Famoso Caderno. Oh, os grandes artistas
Oh, os grandes artistas
que não têm horizonte...
O ar condicionado
dos salões,
as toalhas de linho
branco,
o foie-gras
e os perfumes
de França,
tão frescos...
que não têm horizonte...
O ar condicionado
dos salões,
as toalhas de linho
branco,
o foie-gras
e os perfumes
de França,
tão frescos...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
O Famoso Caderno. Santos Populares.
Na Malveira come-se sopa
com os olhos a arder
e o mercado há muito que fechou.
Quantas estradas vão dar
à Malveira saloia, quantas ?
Estão todas em segredo,
todas estão por nomear.
A areia no cabelo
e a pele queimada do Sol.
Come-se sopa à noite,
na Malveira deserta.
Os olhos vermelhos
da água do mar.
com os olhos a arder
e o mercado há muito que fechou.
Quantas estradas vão dar
à Malveira saloia, quantas ?
Estão todas em segredo,
todas estão por nomear.
A areia no cabelo
e a pele queimada do Sol.
Come-se sopa à noite,
na Malveira deserta.
Os olhos vermelhos
da água do mar.
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