Decadência
Indecente a palavra
cerrou a emoção,
em muitas vidas
aprende-se tão pouco.
No fim são quatro pérolas
numa taça de vidro.
Fátima Maldonado, Cadeias de Transmissão, Frenesi, Dezembro 1998, p.212.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
O Famoso Caderno. Oh, os grandes artistas
Oh, os grandes artistas
que não têm horizonte...
O ar condicionado
dos salões,
as toalhas de linho
branco,
o foie-gras
e os perfumes
de França,
tão frescos...
que não têm horizonte...
O ar condicionado
dos salões,
as toalhas de linho
branco,
o foie-gras
e os perfumes
de França,
tão frescos...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
O Famoso Caderno. Santos Populares.
Na Malveira come-se sopa
com os olhos a arder
e o mercado há muito que fechou.
Quantas estradas vão dar
à Malveira saloia, quantas ?
Estão todas em segredo,
todas estão por nomear.
A areia no cabelo
e a pele queimada do Sol.
Come-se sopa à noite,
na Malveira deserta.
Os olhos vermelhos
da água do mar.
com os olhos a arder
e o mercado há muito que fechou.
Quantas estradas vão dar
à Malveira saloia, quantas ?
Estão todas em segredo,
todas estão por nomear.
A areia no cabelo
e a pele queimada do Sol.
Come-se sopa à noite,
na Malveira deserta.
Os olhos vermelhos
da água do mar.
domingo, 24 de junho de 2012
O Famoso Caderno. Sem Comentários.
Os borrachos no ninho,
quando esperam o alimento
e os veados, balindo forte
na manhã de nevoeiro,
ou as baleias, com o seu silvo
que atravessa os oceanos.
Os pescadores, sozinhos
nos botes de pesca
e os comandantes, chamando
a torre de controle
dos aeroportos próximos.
Os cantores pop,
nas tardes de Verão.
E nas piscinas,
as crianças querendo
atenção
para o mergulho
atabalhoado.
Os lobos que uivam
para a lua cheia
e as gatas,
as gatas,
nas traseiras envelhecidas
dos prédios mais antigos.
A última voz,
nem eu sei,
o último apelo
e a tarde vazia
de qualquer outro
sentido.
O leitor do jornal,
sentado calmamente
na esplanada,
indiferente à rua,
nem sei se à notícia,
que não sei sequer
se lê.
quando esperam o alimento
e os veados, balindo forte
na manhã de nevoeiro,
ou as baleias, com o seu silvo
que atravessa os oceanos.
Os pescadores, sozinhos
nos botes de pesca
e os comandantes, chamando
a torre de controle
dos aeroportos próximos.
Os cantores pop,
nas tardes de Verão.
E nas piscinas,
as crianças querendo
atenção
para o mergulho
atabalhoado.
Os lobos que uivam
para a lua cheia
e as gatas,
as gatas,
nas traseiras envelhecidas
dos prédios mais antigos.
A última voz,
nem eu sei,
o último apelo
e a tarde vazia
de qualquer outro
sentido.
O leitor do jornal,
sentado calmamente
na esplanada,
indiferente à rua,
nem sei se à notícia,
que não sei sequer
se lê.
O Famoso Caderno. Outra Vez O Silêncio.
Outra vez a nudez
do silêncio.
A última letra
inaudível,
no fio vazio
do telefone.
O arrepio
da solidão.
O amigo
de ninguém.
do silêncio.
A última letra
inaudível,
no fio vazio
do telefone.
O arrepio
da solidão.
O amigo
de ninguém.
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