Sunshine.
Towers of light.
Open clouds,
freedom
whisper.
Sounds of music.
Roaring
clouds,
wings
of angels.
Sunshiny
sky,
the day after.
No clouds,
in this open air.
domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
11/9.
Anjos sem rosto
que eu vejo,
talvez
desenhados nas nuvens,
espreguiçando-se
lentamente,
talvez despedindo-se
de mim
também...
I love you,
tantas vezes repetido
num derradeiro
telefonema,
um último s.m.s.
Anjos despedaçados,
desfeitos
inocentes.
I love you,
my angels,
my eyes.
Sunshine.
que eu vejo,
talvez
desenhados nas nuvens,
espreguiçando-se
lentamente,
talvez despedindo-se
de mim
também...
I love you,
tantas vezes repetido
num derradeiro
telefonema,
um último s.m.s.
Anjos despedaçados,
desfeitos
inocentes.
I love you,
my angels,
my eyes.
Sunshine.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Setembro 2.
Há muito tempo que estou sozinho,
porque sim,
porque quero.
A empregada é para mim
uma dor-de-alma,
desarruma-me tudo,
recoloca depois como quer
e nunca como estava.
Mas regresso a casa
depois dela ter vindo
e reconforta-me o aroma a lavado,
a passado e limpo.
O gato envelheceu
e dorme cada vez mais,
por isso
já não estraga,
já não parte,
nem nada.
Sou cada vez mais eu,
nesta casa ampla,
neste Mundo só meu.
Aqui me desprendo
do passado,
da memória,
influências,
actividades
e sonhos.
É apenas Setembro
que entra pelas janelas.
A temperatura fresca,
os tons rosados,
a luz coada,
o silêncio.
É bom...
Setembro
dentro de mim,
dentro de casa.
Setembro
no sono do meu gato.
porque sim,
porque quero.
A empregada é para mim
uma dor-de-alma,
desarruma-me tudo,
recoloca depois como quer
e nunca como estava.
Mas regresso a casa
depois dela ter vindo
e reconforta-me o aroma a lavado,
a passado e limpo.
O gato envelheceu
e dorme cada vez mais,
por isso
já não estraga,
já não parte,
nem nada.
Sou cada vez mais eu,
nesta casa ampla,
neste Mundo só meu.
Aqui me desprendo
do passado,
da memória,
influências,
actividades
e sonhos.
É apenas Setembro
que entra pelas janelas.
A temperatura fresca,
os tons rosados,
a luz coada,
o silêncio.
É bom...
Setembro
dentro de mim,
dentro de casa.
Setembro
no sono do meu gato.
domingo, 5 de setembro de 2010
Setembro.
Poentes de Setembro,
cor de azeite,
como em António Nobre.
Fins de tarde
da cor de maçãs
e parras de videira.
O vento fresco que varre os campos
e sacode as aves para sul.
Um filme de Woody Allen,
um poema,
música,
September Songs.
Barcos velozes a motor
que se afastam no alto-mar.
A noite que se antecipa
ao sonho.
Virgem,
o amor.
cor de azeite,
como em António Nobre.
Fins de tarde
da cor de maçãs
e parras de videira.
O vento fresco que varre os campos
e sacode as aves para sul.
Um filme de Woody Allen,
um poema,
música,
September Songs.
Barcos velozes a motor
que se afastam no alto-mar.
A noite que se antecipa
ao sonho.
Virgem,
o amor.
sábado, 28 de agosto de 2010
At The Drive-In.
De frente para o rio,
na noite escura,
só uma parte de ti
me fez companhia.
Esse lado íntimo teu,
que não entrevi,
onde estaria?
Eu olhava o rio,
olhava a noite,
distraído.
No entanto,
ninguém diria,
se lhe fosse dado observar,
que aqueles dois,
no automóvel estacionado,
de frente para o rio
cor de azeviche,
já não eram mais
os príncipes felizes
de um conto muito antigo.
Foi por educação
que ali ficámos,
mas já sozinhos,
os dois.
Foi por amizade
que ali ficámos.
na noite escura,
só uma parte de ti
me fez companhia.
Esse lado íntimo teu,
que não entrevi,
onde estaria?
Eu olhava o rio,
olhava a noite,
distraído.
No entanto,
ninguém diria,
se lhe fosse dado observar,
que aqueles dois,
no automóvel estacionado,
de frente para o rio
cor de azeviche,
já não eram mais
os príncipes felizes
de um conto muito antigo.
Foi por educação
que ali ficámos,
mas já sozinhos,
os dois.
Foi por amizade
que ali ficámos.
Arroz de Tinta.
O arroz de tinta de lulas,
cogumelos, gambas e vieiras,
num jantar informal,
num restaurante dos arredores.
Foi preciso atravessar o Tejo
ao cair da tarde,
nessa ponte cosmopolita
ao rés da água,
que realça as cores do horizonte
e faz estender o olhar
numa evasão libertadora.
Como para uma rive-gauche,
onde se suspendessem
e por momentos se esquecessem
todos os problemas
do dia-a-dia.
É Agosto ainda.
Junto às margens do rio
o lusco-fusco faz-se tarde
e cai lentamente,
quase em silêncio.
cogumelos, gambas e vieiras,
num jantar informal,
num restaurante dos arredores.
Foi preciso atravessar o Tejo
ao cair da tarde,
nessa ponte cosmopolita
ao rés da água,
que realça as cores do horizonte
e faz estender o olhar
numa evasão libertadora.
Como para uma rive-gauche,
onde se suspendessem
e por momentos se esquecessem
todos os problemas
do dia-a-dia.
É Agosto ainda.
Junto às margens do rio
o lusco-fusco faz-se tarde
e cai lentamente,
quase em silêncio.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O Whiskey.
Dos campos verdes da Irlanda,
numa destilação suave,
eis uma bebida de génio!
Duas pedras de gelo, sempre.
Gosto dos copos frescos,
de whiskey novo...
Um livro de Samuel Beckett,
Nouvelles et Textes Pour Rien
et Têtes-Mortes.
E uma garrafa deste precioso líquido,
aurífero
e nobre.
Janelas abertas para a noite de Verão
e o blow-up do Mundo
num só trago.
numa destilação suave,
eis uma bebida de génio!
Duas pedras de gelo, sempre.
Gosto dos copos frescos,
de whiskey novo...
Um livro de Samuel Beckett,
Nouvelles et Textes Pour Rien
et Têtes-Mortes.
E uma garrafa deste precioso líquido,
aurífero
e nobre.
Janelas abertas para a noite de Verão
e o blow-up do Mundo
num só trago.
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