Inércia.
Paragem de ritmo.
Dilatação do Tempo.
Ausência
e vazio.
Vontade insatisfeita.
O Outro foi sempre
mais feliz.
Desde a infância.
Insensibilidade
e indiferença.
Que fazer?
domingo, 31 de janeiro de 2010
Ostentação.
O tweed cinzento de lã
e as jantes imaculadas de prata
do automóvel novo rico.
Não é assim que tu queres.
Um céu azul clarinho de Inverno,
os parafusos de aço na grelha desbocada
do estúpido automóvel
e as calças vincadas pela empregada.
Não é assim que tu queres.
O pullover antracite
e o sorriso claro,
Sensodine,
amável, simpático.
Tu queres de outro modo.
Tu queres tudo,
sem ti.
Porque tu não estás
em ti.
e as jantes imaculadas de prata
do automóvel novo rico.
Não é assim que tu queres.
Um céu azul clarinho de Inverno,
os parafusos de aço na grelha desbocada
do estúpido automóvel
e as calças vincadas pela empregada.
Não é assim que tu queres.
O pullover antracite
e o sorriso claro,
Sensodine,
amável, simpático.
Tu queres de outro modo.
Tu queres tudo,
sem ti.
Porque tu não estás
em ti.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
E o Mercedes.
E o Mercedes
põe o anel de ouro
no mindinho.
O Mercedes
é boa gente,
tem amigas
às migalhas.
O Mercedes
quando troca de fato
volta-se para as colegas
e vai
e diz,
" Vai uma volta,
nos corredores do Vasco?... "
Só de pensar nisso
o Mercedes acorda
e põe o ouro
no mindinho.
põe o anel de ouro
no mindinho.
O Mercedes
é boa gente,
tem amigas
às migalhas.
O Mercedes
quando troca de fato
volta-se para as colegas
e vai
e diz,
" Vai uma volta,
nos corredores do Vasco?... "
Só de pensar nisso
o Mercedes acorda
e põe o ouro
no mindinho.
O Bruxo.
O bruxo veste-se
de noite
e sobrevoa sozinho
a Baixa da Banheira.
O bruxo
é um pau
de cabeleira.
O bruxo aproveita
o silêncio
para ser
O Bruxo!...
O bruxo
tem os olhos
doces
como as águas
do Tejo.
O bruxo
rodeia-se de vassouras
para carpir
monossílabos.
E à porta dos cafés,
o bruxo balbucia
" Eu... "
enquanto faz
de galheteiro.
O bruxo
não passa,
pobre coitado,
de um
azeiteiro.
O bruxo
aproveita o silêncio
para fazer
de pau de cabeleira.
de noite
e sobrevoa sozinho
a Baixa da Banheira.
O bruxo
é um pau
de cabeleira.
O bruxo aproveita
o silêncio
para ser
O Bruxo!...
O bruxo
tem os olhos
doces
como as águas
do Tejo.
O bruxo
rodeia-se de vassouras
para carpir
monossílabos.
E à porta dos cafés,
o bruxo balbucia
" Eu... "
enquanto faz
de galheteiro.
O bruxo
não passa,
pobre coitado,
de um
azeiteiro.
O bruxo
aproveita o silêncio
para fazer
de pau de cabeleira.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
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