O sangue tinge
o cinzento sujo
dos escombros.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Haiti 5.
Os olhos
envoltos
no algodão
da poeira.
Os olhos
orbitados
no cimento
dos rostos.
As mãos,
palmitos
sem préstimo.
As mãos
abertas.
Os dedos
apontam
para dentro
das mãos.
Dos olhos.
envoltos
no algodão
da poeira.
Os olhos
orbitados
no cimento
dos rostos.
As mãos,
palmitos
sem préstimo.
As mãos
abertas.
Os dedos
apontam
para dentro
das mãos.
Dos olhos.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Inverno.
A chuva e o frio,
o vento e a neve
dobram-me ao dia-a-dia,
sujeitam-me à nostalgia,
ao cansaço
e à rotina.
Tudo está cinzento
e molhado.
E as mãos,
o cabelo,
gelados.
Ah, o sabor quente
do chocolate
e o seu aroma fino...
Lisboa volta ao que era,
nos anos cinquenta
e sessenta.
Sobretudos monótonos
e o ar pingado
das pobres pessoas
pelas praças
e nas avenidas.
Chego a casa e ouço música.
Ponho os óculos e escrevo
textos realistas...
O Tempo assim
parece que pára.
o vento e a neve
dobram-me ao dia-a-dia,
sujeitam-me à nostalgia,
ao cansaço
e à rotina.
Tudo está cinzento
e molhado.
E as mãos,
o cabelo,
gelados.
Ah, o sabor quente
do chocolate
e o seu aroma fino...
Lisboa volta ao que era,
nos anos cinquenta
e sessenta.
Sobretudos monótonos
e o ar pingado
das pobres pessoas
pelas praças
e nas avenidas.
Chego a casa e ouço música.
Ponho os óculos e escrevo
textos realistas...
O Tempo assim
parece que pára.
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