É muito tarde e eu
vou acompanhar-te a casa,
no meu automóvel.
A 2ª Circular à noite,
de madrugada,
e nós dois a deslizar.
O piso molhado
e o limite de velocidade
levam-nos a rolar devagar.
Conduzes com cuidado
atrás de mim,
e lá vamos nós a planar.
Este dia chegou ao fim,
mas temos ainda
todo o tempo do Mundo
para guiar
e deslizar
e planar
devagar...
domingo, 15 de novembro de 2009
Wuthering Heights.
Já não me lembro bem
do Fox Terrier que tive
na minha infância.
O Buick que levava
para a pista de giz
no jardim de casa
e o rosto da Laurinda,
oh, a Laurinda, na 2ª classe!...
Não me lembro da véspera
de um exame, ou da noite
anterior a todas as viagens.
Nem de mais nenhum rosto,
o rosto de quem?
O Tempo passa e apaga
as lembranças da Vida.
Vou reler O Monte Dos Vendavais,
de Emily Bronte,
de que mal me recordo, também.
Apenas que é tão áspero e seco,
mas transbordante
de bondade...
( Novamente a falta de trema no nome da autora... )
do Fox Terrier que tive
na minha infância.
O Buick que levava
para a pista de giz
no jardim de casa
e o rosto da Laurinda,
oh, a Laurinda, na 2ª classe!...
Não me lembro da véspera
de um exame, ou da noite
anterior a todas as viagens.
Nem de mais nenhum rosto,
o rosto de quem?
O Tempo passa e apaga
as lembranças da Vida.
Vou reler O Monte Dos Vendavais,
de Emily Bronte,
de que mal me recordo, também.
Apenas que é tão áspero e seco,
mas transbordante
de bondade...
( Novamente a falta de trema no nome da autora... )
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Nitrato de Prata.
Uma linha leve
sublinha
o horizonte.
E tu,
tão ténue
já.
Uma mancha
vai clareando
o horizonte.
Para sempre.
E tu,
tão distante
agora.
Tão longe
daqui.
Desta folha
amarelecida
de papel.
sublinha
o horizonte.
E tu,
tão ténue
já.
Uma mancha
vai clareando
o horizonte.
Para sempre.
E tu,
tão distante
agora.
Tão longe
daqui.
Desta folha
amarelecida
de papel.
Manhã.
A luz da manhã,
outra vez.
As estrias de sombra
dos estores.
E eu,
só.
Eu só,
sem versos.
Deixando
o tempo,
de tão longínquo,
ser de versos.
O tempo único
duma nota musical,
pela manhã.
Como quem sabe
que esquece.
outra vez.
As estrias de sombra
dos estores.
E eu,
só.
Eu só,
sem versos.
Deixando
o tempo,
de tão longínquo,
ser de versos.
O tempo único
duma nota musical,
pela manhã.
Como quem sabe
que esquece.
As Castanhas. ( Para a L. P. )
Castanhas!...
Cheiram e sabem
a bosques e ao Outono
e o fumo no nariz
é tão farrusco...
Cheiram e sabem
a bosques e ao Outono
e o fumo no nariz
é tão farrusco...
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A Árvore. HOLDERLIN. ( Planos e Fragmentos )
Quando menino, tímido te plantei
Bela planta!, quão diferentes nos vemos
Magnífica estás e
como um menino.
( Holderlin, Poemas, prefácio, selecção e tradução de Paulo Quintela, 2ª edição revista e muito ampliada. Atlântida Coimbra MCMLIX, pág.481. )
Nota: A falta do trema em Holderlin é por inexistência no teclado.
Bela planta!, quão diferentes nos vemos
Magnífica estás e
como um menino.
( Holderlin, Poemas, prefácio, selecção e tradução de Paulo Quintela, 2ª edição revista e muito ampliada. Atlântida Coimbra MCMLIX, pág.481. )
Nota: A falta do trema em Holderlin é por inexistência no teclado.
domingo, 8 de novembro de 2009
O Telefone. ( Para a L. P. )
Vou dizer-te ao telefone
que me sinto muito feliz.
Sopa de tomate e ovo cozido
e pescada em gratinado de natas
com batatinhas cozidas.
Vou já dizer-te ao telefone,
meu amor,
que eu sou muito feliz.
Uma bola de gelado de limão,
ou um café e um duchesse
tomados contigo na esplanada.
Vou agora ao telefone,
meu amor,
deixa-me contar-te
porque sou tão feliz.
que me sinto muito feliz.
Sopa de tomate e ovo cozido
e pescada em gratinado de natas
com batatinhas cozidas.
Vou já dizer-te ao telefone,
meu amor,
que eu sou muito feliz.
Uma bola de gelado de limão,
ou um café e um duchesse
tomados contigo na esplanada.
Vou agora ao telefone,
meu amor,
deixa-me contar-te
porque sou tão feliz.
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