Falei contigo em silêncio,
como se falasse para mim.
Um arco-íris da mudez.
A mais absoluta luz.
Falei contigo, sem nenhuma sombra
de dúvida.
Depois, foste.
Voltaste ao teu Outro Mundo.
A doce finitude
da Vida.
E eu gostar
tanto de ti.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
24 de Fevereiro de 2009. Magoito.
Porque é que tudo
o que faço e vejo
me devolve
a sensação de estar contigo,
a imagem da tua presença?
Porque tu preenches a casa toda,
o ar que me envolve
e o doce passar do Tempo.
Amor,
eu quero continuar ao Sol,
perto da força do mar,
sentir ainda esta brisa fresca,
que é a tua respiração
em mim!
o que faço e vejo
me devolve
a sensação de estar contigo,
a imagem da tua presença?
Porque tu preenches a casa toda,
o ar que me envolve
e o doce passar do Tempo.
Amor,
eu quero continuar ao Sol,
perto da força do mar,
sentir ainda esta brisa fresca,
que é a tua respiração
em mim!
PARA A L. P.
Dorme um sono bonito,
no Báltico a terra
está branca de neve.
Um sono suave
e a neve ilumina
a noite das renas
na Lapónia.
Dorme assim,
serenamente
e a vida fervilha
em Kuala Lumpur.
Os gráficos invertem
as tendências bolsistas
e aos microfones,
vozes nítidas anunciam
os próximos voos, nos aeroportos.
Tu estás quieta a dormir
e as tempestades fustigam
os petroleiros no Índico.
Os indonésios
ouvem os transistores em onda-curta
nos camarotes e sonham.
No bloco operatório,
os cirurgiões manipulam
com destreza os pequenos bisturis.
Dorme um sono feliz,
meu amor,
deixa os golfinhos
atravessarem as ondas
com alegria.
As baleias cantarem
no oceano profundo.
Os radares captam
movimentos próximos
e tu continuas a dormir.
Os polícias gesticulam
para controlar o trânsito caótico
das grandes metrópoles.
E tu dormes,
envolta num édredon macio,
tu dormes ainda,
um sono bonito.
no Báltico a terra
está branca de neve.
Um sono suave
e a neve ilumina
a noite das renas
na Lapónia.
Dorme assim,
serenamente
e a vida fervilha
em Kuala Lumpur.
Os gráficos invertem
as tendências bolsistas
e aos microfones,
vozes nítidas anunciam
os próximos voos, nos aeroportos.
Tu estás quieta a dormir
e as tempestades fustigam
os petroleiros no Índico.
Os indonésios
ouvem os transistores em onda-curta
nos camarotes e sonham.
No bloco operatório,
os cirurgiões manipulam
com destreza os pequenos bisturis.
Dorme um sono feliz,
meu amor,
deixa os golfinhos
atravessarem as ondas
com alegria.
As baleias cantarem
no oceano profundo.
Os radares captam
movimentos próximos
e tu continuas a dormir.
Os polícias gesticulam
para controlar o trânsito caótico
das grandes metrópoles.
E tu dormes,
envolta num édredon macio,
tu dormes ainda,
um sono bonito.
PARA A L. P.
Não estás agora aqui
e os camareiros atravessam
os corredores, nos hotéis.
As enfermeiras repousam
nas suas salinhas nos hospitais.
E os aviões têm os motores ligados
na pista dos aeroportos,
para um novo voo.
Tu não estás
e as nuvens cobrem o céu
da cidade.
Os eléctricos atravessam vazios
a Baixa deserta.
Tu não estás
e os noctívagos correm furtivos
os bairros onde há diversões.
Depois, ao amanhecer,
a cidade anima-se para mais um dia,
mas tu não estás.
Fechada no teu quarto,
tu estás a dormir,
tu descansas ainda.
Meu amor,
tu estás tão exausta
da rotina diária.
E até de mim,
que te peço tanto.
Deixa-te estar assim,
tu precisas descansar,
todo o tempo do Mundo,
meu amor.
Desliga o telefone,
não ouças ninguém.
e os camareiros atravessam
os corredores, nos hotéis.
As enfermeiras repousam
nas suas salinhas nos hospitais.
E os aviões têm os motores ligados
na pista dos aeroportos,
para um novo voo.
Tu não estás
e as nuvens cobrem o céu
da cidade.
Os eléctricos atravessam vazios
a Baixa deserta.
Tu não estás
e os noctívagos correm furtivos
os bairros onde há diversões.
Depois, ao amanhecer,
a cidade anima-se para mais um dia,
mas tu não estás.
Fechada no teu quarto,
tu estás a dormir,
tu descansas ainda.
Meu amor,
tu estás tão exausta
da rotina diária.
E até de mim,
que te peço tanto.
Deixa-te estar assim,
tu precisas descansar,
todo o tempo do Mundo,
meu amor.
Desliga o telefone,
não ouças ninguém.
PARA A L. P.
Pedra a pedra
se arma o equilíbrio
da geometria.
O sobrevoo tão sereno
dos planetas em volta
da sarça ardente.
O seu regresso
em plenitude.
Levaria comigo o teu rosto
numa viagem
sem retorno.
A luz de água azul
do teu rosto.
Todos os fogos acesos
na noite
pura e doce
do teu rosto.
E fundaria algures
uma nação milenar
com as letras
lisas, digitais,
do teu nome.
se arma o equilíbrio
da geometria.
O sobrevoo tão sereno
dos planetas em volta
da sarça ardente.
O seu regresso
em plenitude.
Levaria comigo o teu rosto
numa viagem
sem retorno.
A luz de água azul
do teu rosto.
Todos os fogos acesos
na noite
pura e doce
do teu rosto.
E fundaria algures
uma nação milenar
com as letras
lisas, digitais,
do teu nome.
Pintura
A penumbra interior,
a luz coada
duma janela oculta.
O vulto doce
virado sempre para quem olha.
A espátula serena
do seu corpo.
Depois,
mais lentamente ainda,
como se deita,
ou recolhe os pés,
para os enfiar à pressa
nas sandálias.
a luz coada
duma janela oculta.
O vulto doce
virado sempre para quem olha.
A espátula serena
do seu corpo.
Depois,
mais lentamente ainda,
como se deita,
ou recolhe os pés,
para os enfiar à pressa
nas sandálias.
Anjo de Luz ( Alexandre Herculano )
Tu és uma mulher
de sonho.
Tu és
o puro vazio branco
da luz.
E não sabes que és.
Porque é que
são os pássaros que
vejo mais cedo
na manhã azul?
de sonho.
Tu és
o puro vazio branco
da luz.
E não sabes que és.
Porque é que
são os pássaros que
vejo mais cedo
na manhã azul?
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